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40 anos de Cavaleiros do Zodíaco: o clássico que atravessou gerações

today28 de agosto de 2026

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No ano de 2026, Cavaleiros do Zodíaco completa 40 anos de história. Criado pelo mangaká Masami Kurumada, Saint Seiya, tornou-se um dos maiores fenômenos da cultura pop japonesa e conquistou uma legião de fãs ao redor do mundo, especialmente no Brasil.

Publicado originalmente em 1986, o mangá acompanha Seiya de Pégaso, e seus amigos Shiryu de Dragão, Hyoga de Cisne, Shun de Andrômeda e Ikki de Fênix. Juntos, eles enfrentam diferentes ameaças enquanto protegem Saori Kido, a reencarnação da Deusa Atena.

A premissa pode ser simples à primeira vista, mas um dos grandes diferenciais da obra é justamente a quantidade de referências utilizadas por Kurumada.

A história cheia de mitologia

A mitologia grega é a principal inspiração de Cavaleiros do Zodíaco, pois temos personagens como, Atena, Poseidon e Hades ocupam papéis centrais em diferentes momentos da história, enquanto as constelações também possuem uma função fundamental na narrativa que são as armaduras utilizadas pelos Cavaleiros

Mas o anime não se limita somente a Grécia, pois na saga de Asgard, ao qual é exclusiva do anime, são utilizadas várias referências a mitologia nórdica, nos apresentando conceito e personagens que representam esse universo, assim como também temos o Shaka de virgem representando o Budismo e o Krishna de Chrysaor que representa a mitologia Hindu.

De Saint Seiya a Cavaleiros do Zodíaco

Foto: Internet

Mesmo que aqui no Brasil o anime é conhecido como Os Cavaleiros do Zodíaco, no Japão o nome é Saint Seiya, mas como que aqui no Brasil chegamos a esse nome? O que conhecemos, veio do titulo do anime em Francês, que é “Les Chevaliers du Zodiaque” ao qual significa literalmente Os Cavaleiros do Zodíaco, então foi com esse titulo que lá nos anos 90, o anime chegou sendo exibido pela Rede Manchete e a escolha foi tão certeira que até o anime no brasil é conhecido por esse nome.

Um protagonista que passou por mudanças

Antes de Saint Seiya tomar a forma que conhecemos, o seu criador Masami Kurumada, passou por muitas ideias para o desenvolvimento da obra e uma delas foi o personagem principal da obra, o Seiya.

Inicialmente ele não se chamaria Seiya, mas sim Rin, fazendo referencia ao nome que a obra teria, Ginga no Rin, nessa história o Seiya teria uma lança, mas a ideia foi mudada para ser apenas a força do cosmo e com isso a ideia da história começou a girar em torno das constelações e signos, que estabeleceu a característica e personalidade da franquia.

A dublagem que marcou o Brasil

Se existe algo que ajudou na popularidade do anime aqui no Brasil foi a dublagem. Quando o anime chegou por aqui pela Rede Manchete, o desenho ganhou vozes que, acabaram se tornando inseparáveis dos personagens, trazendo expressões como Me dê sua força, Pégaso! ou Meteoro de Pégaso!, interpretados por Hermes Baroli, que deu a voz a Seiya, ou até mesmo Cólera do Dragão!, interpretado por Ézio Ramos, que deu voz ao Shiryu.

A dublagem brasileira ajudou a construir a identidade do anime no país e acabou criando uma conexão com os fãs de uma forma que até os dias atuais, essas vozes continuam sendo imediatamente reconhecidas.

Pegasus Fantasy

Um outro elemento muito difícil de sair da mente dos fãs de Cavaleiros do Zodíaco é a clássica abertura, Pegasus Fantasy, que é originalmente interpretada por Nobuo Yamada e é uma das aberturas mais conhecidas dos animes.

Mas no ano de 2004, a canção ganhou uma versão em português, interpretada pelo saudoso Edu Falaschi, que na época era vocalista da banda de metal brasileira Angra. Ele já contou que realizou um teste para cantar a música e, após a gravação, assinou um documento de liberação, porém mais tarde, quando estava em casa, o anime começou a passar na televisão e ele acabou ouvindo a própria voz na abertura.

A versão brasileira ganhou enorme popularidade entre os fãs e, anos depois, o Edu voltou a interpretar Pegasus Fantasy, mostrando que a música havia se tornado parte da memória afetiva de uma geração

40 anos de uma história que não envelhece

Quatro décadas depois de sua estreia, Cavaleiros do Zodíaco continua ocupando um espaço especial na cultura pop e na memória de seus fãs. A obra marcou crianças e adolescentes que cresceram principalmente entre as décadas de 1980, 1990 e 2000, mas sua influência ultrapassou gerações.

No Brasil, o anime ganhou uma combinação única de história, personagens, dublagem, músicas e nostalgia, tornando-se muito mais do que apenas uma produção japonesa exibida na televisão. Saint Seiya pode ter completado 40 anos, mas Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki continuam sendo apresentados a novas gerações.

E talvez esse seja o maior poder de um verdadeiro clássico: o tempo passa, mas a história continua despertando o mesmo sentimento de quando a conhecemos pela primeira vez.

Escrito por Bruna Matins


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