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Do segredo ao som: Breezia abre as portas de seu universo nostálgico e confessional

today2 de julho de 2026

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​​Depois de passar meses guardando suas composições a sete chaves, Breezia finalmente experimenta a sensação agridoce de ver suas novas músicas ganharem o mundo. O lançamento de “Clara” e “não sei o que sentir sobre você” marca um passo importante na preparação de seu aguardado álbum de estreia. Ver essas faixas nas ruas é a realização de um sonho para a artista, que agora assiste ao público cantar em voz alta aquilo que antes ecoava apenas em seu estúdio.
A identidade musical do projeto se destaca pelo uso imersivo de sintetizadores e coros marcantes, elementos que já se tornaram a verdadeira assinatura sonora da cantora. Longe de ser apenas um capricho estético, essa mistura cria uma atmosfera densa e nostálgica, capaz de transportar o público para dentro de uma memória viva e, muitas vezes, dolorosa.
Em entrevista, Breezia revela como a ligação narrativa entre as duas faixas nasceu de forma totalmente orgânica e explica que os coros funcionam quase como um grito de socorro em meio à melodia. A artista também abre os bastidores do videoclipe de “Clara”, detalhando a química instantânea com a atriz Thamy e como a falta de convivência prévia entre as duas trouxe uma estranheza visual fascinante e perfeita para a tela. Confira agora o bate papo completo:
Como é para você, ver tanto “Clara” quanto “não sei o que sentir sobre você” já disponíveis no mundo? Principalmente por serem dois lançamentos do seu futuro álbum.

Loucura! Eu passei tanto tempo guardando elas em segredo, que hoje é até engraçado ouvir as pessoas falando sobre elas em voz alta! São composições tão lindas, músicas tão bem feitas, ainda parece um sonho saber que elas são do mundo.

“Clara” funciona como uma continuação direta de “não sei o que sentir sobre você”, revelando quem é o “você” da faixa anterior. Como surgiu a ideia de criar essa estrutura narrativa interligada entre as músicas?

Foi completamente natural. Eu estava decidida a contar sobre essa situação, então tudo se encaixava sem muito esforço! Elas não foram escritas em sequência, então realmente não foi intencional, foi uma consequência feliz!

A música faz uso preciso de sintetizadores e coros para resgatar uma energia nostálgica. De onde vieram as referências musicais para criar esse combo de instrumentos que emolduram a faixa?

Isso é o que chamamos de “cara da Breezia”. Desde o início dos nossos primeiros trabalhos no estúdio, eu sempre adorei construir coros e os sintetizadores funcionam muito bem com eles, então sempre usamos e abusamos deles. Pro álbum, sinto que só expandimos isso x1000, então ficou mais explícito que eles sempre estão lá. É o que deixa a música com a “cara da Breezia”.

Para você, qual a importância dos coros na música? Eles representam vozes da sua própria mente revivendo o passado ou têm outra função narrativa?

Esteticamente dizendo, ouvir coros me faz querer voar, dá uma liberdade linda na música. Mas dentro da minha narrativa, é como se fosse eu gritando milhões de vezes mesmo, quase como um pedido de ajuda. Vozes sempre trarão uma intensidade mística na música, então os coros tendem a ser meu instrumento principal sempre.

Diferente de clipes anteriores onde você aparecia sozinha, em “Clara” você divide a tela com a atriz Thamy. Como foi a dinâmica de gravação e a construção da química entre vocês para traduzir a linguagem do amor através do toque?

Foi super legal! Por incrível que pareça, nós nos conhecemos ali naquele momento, não tivemos muito tempo para nos entrosarmos, e sinto que isso causou uma estranheza muito interessante nos visuais. Foi tudo obviamente consentido, eu sempre pedia licença e dava permissões pra ela fazer o que sentisse que deveria também, se tornou uma memória muito bonita que guardo comigo.

Escrito por Redação UpdateCharts


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