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UpdateFM
today31 de março de 2026
Crédito: Felipe Martins
A cantora, atriz e produtora amazonense Cella dá início a uma nova fase da carreira com o lançamento de “Encantaria”, faixa que combina pop contemporâneo com ritmos amazônicos e propõe uma experiência que vai além do áudio. A música chega acompanhada de um visualizer que reforça a estética mística, tropical e sensorial do projeto, antecipando o universo de seu primeiro álbum.
Misturando referências como o carimbó, o boi-bumbá e elementos simbólicos da cultura amazônica, a artista constrói uma narrativa que une música, imagem e performance, consolidando uma identidade própria dentro do pop brasileiro.
Em conversa com a Update Charts, Cella fala sobre a construção desse universo sensorial em “Encantaria”, a integração entre suas diferentes linguagens artísticas, sua relação com as próprias raízes e os caminhos que pretende seguir neste novo momento da carreira.
UC: Em um momento em que o pop brasileiro muitas vezes busca referências externas, você escolhe partir das suas próprias raízes. Você sente que existe uma responsabilidade maior em representar essa identidade ou encara isso mais como liberdade criativa dentro do seu trabalho?
Eu enxergo muito mais como liberdade criativa. Claro que existe um lugar de responsabilidade quando você vem de um território tão rico quanto o Norte, mas pra mim isso não pesa, me impulsiona!! É sobre honrar minhas referências de forma real, viva, contemporânea, sem precisar traduzir ou suavizar pra caber. Eu crio a partir do que eu sou e da onde eu sou.
UC: Existe uma sensação de “experiência” em “Encantaria”, quase como se a música pedisse um universo visual e performático. Você já enxerga esse projeto como algo que vai além do streaming, pensando em palco, estética e construção de era?
Total. “Encantaria” nunca foi pensada só como música, ela é uma obra completa na minha cabeça mesmo. Desde o início eu já via a narrativa, as cores, as sensações da música. É muito sobre se conectar consigo mesmo e com essa força da noite.
UC: Sua trajetória mistura palco, câmera e agora uma construção mais forte na música. Em que momento você sentiu que não queria mais separar essas frentes, mas sim integrar tudo como parte de um mesmo projeto artístico?
Acho que foi um processo natural. Eu sempre fui atravessada por tudo, atuação, música, direção. Chegou um momento em que separar começou a limitar. Hoje eu entendo tudo como uma coisa só, minha expressão artística.
UC: Você vem de uma formação muito sólida no teatro musical, que é um ambiente de alta exigência técnica. Como você enxerga essa bagagem te diferenciando dentro do pop atual, especialmente em um cenário tão rápido e digital?
O teatro musical me deu uma consciência muito forte de presença, narrativas, disciplina, estudo e foco. No pop, isso vira diferencial porque eu penso além da música. Penso no que ela comunica no corpo, no olhar, na cena. Como criar camadas pro trabalho mesmo.
UC: “Encantaria” chega como porta de entrada para o seu álbum. Pensando em carreira, você enxerga esse lançamento mais como um cartão de visita ou como uma afirmação clara do caminho que quer seguir daqui pra frente?
Os dois. É uma porta de entrada, porque apresenta o meu universo, mas também é uma afirmação muito clara do caminho que eu quero seguir. “Encantaria” já aponta a estética, o som e a intenção do que vem por aí.
UC: Hoje, muitos artistas falam sobre construir “universos” e não apenas lançar músicas. O que define o universo da Cella nesse momento e como você quer que o público se sinta ao entrar nele?
O universo da Cella agora é sensorial, místico, tropical e emocional. Tem natureza, tem corpo, tem força feminina, tem afirmação. Eu quero que as pessoas entrem e se sintam mais conectadas com elas mesmas, mais livres, mais mágicas e felizes.
UC: Você também atua como produtora e diretora artística. Como esse olhar de quem cria projetos de fora influencia as decisões que você toma como artista dentro da sua própria carreira?
Influencia tudo. Eu tenho um olhar muito criativo e sensível ao mesmo tempo. Penso no todo, conceito, narrativa, estética, posicionamento. É tudo que sempre sonhei! Isso me dá autonomia e também muita responsabilidade sobre o que eu coloco no mundo.
UC: Pensando em próximos passos, o que mais te empolga nesse início de era: experimentar novas sonoridades, construir sua identidade visual ou se conectar com o público a partir desse novo momento?
O que mais me empolga é construir essa história completa e ver como ela encontra as pessoas. Me conectar com o público sempre vai ser o meu maior objetivo. Mais do que qualquer coisa, eu quero criar uma comunidade de pessoas que pensam e sentem de forma parecida comigo, que se reconhecem nesse universo e se permitem viver isso juntas.
Entre identidade, conceito e presença de palco, Cella começa a desenhar uma trajetória que conecta o pop contemporâneo às suas raízes, propondo uma nova forma de olhar para a música brasileira a partir de referências amazônicas.
Escrito por Redação UpdateCharts
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