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UpdateFM
today2 de fevereiro de 2026
Mulheres vítimas de violência doméstica têm encontrado no Instituto Florescer um caminho de acolhimento, escuta e reconstrução. Criado em 2024, no Rio de Janeiro, o Instituto oferece apoio psicológico e jurídico gratuito, com atendimento on-line em todo o Brasil, além de acompanhamento social e terapêutico contínuo.
A iniciativa surgiu para atender mulheres que enfrentam não apenas a violência, mas também o abandono emocional e a falta de orientação após situações de agressão. O atendimento é realizado de forma segura, sigilosa e sem julgamentos, respeitando o tempo e a realidade de cada mulher.
“Muitas mulheres chegam sem forças emocionais para denunciar e, depois disso, se sentem ainda mais sozinhas. O acolhimento precisa existir antes, durante e depois”, afirma a fundadora e presidente do Instituto, Debora Saraiva.
Acolhimento que vai além da denúncia
O Instituto Florescer atua com foco no cuidado integral das mulheres atendidas. Além do apoio psicológico, o trabalho envolve orientação jurídica, acompanhamento terapêutico, apoio nutricional e suporte social, com encaminhamentos para a rede de proteção quando necessário.
Os atendimentos são realizados por uma equipe formada por psicólogos, terapeutas, advogados, assistentes sociais, dois estagiários de serviço social e mais de 30 voluntários. Todo o trabalho é feito de forma voluntária e gratuita.
“A violência não acaba no momento em que a agressão cessa. As marcas emocionais permanecem, e é nesse momento que muitas mulheres precisam de apoio real”, explica Debora.
Atenção também às crianças vítimas da violência
O Instituto também atende crianças que sofreram violência direta ou que presenciaram agressões contra suas mães. Para a equipe, essas crianças também são vítimas e precisam de acolhimento específico.
“Essas crianças crescem em ambientes de medo e insegurança. Se não forem cuidadas, carregam essas marcas por toda a vida”, destaca a fundadora.
O atendimento infantil ocorre por meio de parcerias, ampliando o acesso ao cuidado, especialmente para mulheres que vivem a maternidade atípica.
Atendimento nacional e projeto mantido por voluntários
Com base no Rio de Janeiro, o Instituto Florescer atende mulheres de diferentes regiões do país, principalmente por meio de atendimentos on-line. A agilidade no acolhimento é tratada como prioridade.
“A violência não tem endereço fixo, e o acolhimento também não pode ter limites geográficos”, reforça Debora.
O projeto foi criado com recursos próprios da fundadora e, até hoje, não recebe apoio financeiro público ou privado. As atividades são mantidas por parcerias solidárias e pela dedicação dos voluntários.
Histórias de reconstrução
Ao longo de sua atuação, o Instituto já atendeu cerca de 100 mulheres. Segundo a fundadora, muitas delas conseguem romper o ciclo da violência, retomar os estudos, voltar ao mercado de trabalho e reconstruir vínculos familiares.
“Quando uma mulher volta a se reconhecer como forte e digna, a violência deixa de ser o centro da sua história”, afirma.
Como buscar ajuda ou fazer parte da rede
Mulheres que vivem situações de violência doméstica e profissionais interessados em atuar como voluntários podem buscar informações diretamente nos canais oficiais do Instituto Florescer, no Instagram @institutoflorescermulher.
“A rede cresce quando mais pessoas escolhem não se calar e estender a mão”, conclui Debora Saraiva.
Escrito por Gabriel Di Sousa
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