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Lula sanciona lei que fortalece atendimento a urgências cardiovasculares no SUS

today2 de setembro de 2026

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (2) a lei que estabelece a criação de protocolos específicos para o atendimento de urgências cardiovasculares no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida busca tornar mais rápido e padronizado o atendimento de pacientes em situações graves, especialmente em casos de infarto.

A nova legislação tem origem no Projeto de Lei 5.972/2023, apresentado pelo deputado Rafael Simões (União-MG). O texto foi aprovado pelo Senado em agosto e encaminhado para sanção presidencial.

Atendimento mais rápido pode salvar vidas

Entre os principais pontos da nova lei está a previsão de protocolos para o atendimento de emergências cardiovasculares nas unidades do SUS. A regulamentação também contempla o uso de medicamentos trombolíticos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), seguindo critérios de segurança e eficácia definidos pelo Ministério da Saúde.

Os trombolíticos são medicamentos capazes de dissolver coágulos que impedem a circulação do sangue. Em determinados casos de infarto, a utilização rápida desse tipo de tratamento pode ser decisiva para restabelecer o fluxo sanguíneo e reduzir os danos provocados pela falta de oxigenação do coração.

A proposta pretende, portanto, diminuir o tempo entre a chegada do paciente à unidade de saúde, o diagnóstico e o início do tratamento. A ideia é que os profissionais tenham procedimentos mais claros para lidar com situações cardiovasculares que exigem uma resposta imediata.

Medida busca padronizar atendimento em todo o país

Atualmente, o SUS já possui normas e protocolos relacionados ao atendimento de doenças cardiovasculares. A nova legislação busca reforçar essa estrutura por meio de protocolos específicos previstos em lei.

A padronização é considerada importante porque o atendimento de uma emergência cardiovascular depende diretamente da rapidez na identificação do problema e na adoção das medidas adequadas. O próprio Senado destacou que a proposta pode contribuir para um atendimento mais uniforme e de maior qualidade na rede pública.

A legislação também estabelece que os procedimentos deverão respeitar critérios de segurança e eficácia definidos pelas autoridades de saúde, evitando que a utilização dos medicamentos ocorra sem avaliação adequada do quadro clínico.

Infarto exige resposta imediata

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no Brasil. Em casos de infarto, cada minuto pode ser importante para preservar o músculo cardíaco e reduzir o risco de complicações.

Por isso, a criação de protocolos específicos para as unidades de atendimento de emergência representa uma tentativa de tornar a resposta do SUS mais ágil, principalmente em locais onde o paciente pode chegar primeiro a uma UPA antes de ser encaminhado para um hospital especializado.

A medida também faz parte de um movimento mais amplo de fortalecimento das linhas de cuidado cardiovascular dentro do SUS. O governo federal já vem ampliando serviços especializados e linhas de atendimento para infarto e outras doenças cardiovasculares.

Com a sanção, o próximo passo será a regulamentação e implementação das novas regras pelos órgãos responsáveis. Na prática, o objetivo é fazer com que pacientes com emergências cardiovasculares recebam uma resposta mais rápida, organizada e segura dentro da rede pública de saúde.

Escrito por Gabriel Di Sousa


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