Conheça o Kookie: a rede social microblogging criada por brasileiros

logo kookie rede social brasileira
Foto: Divulgação/Kookie

No meio da briga entre Twitter e sua mais nova concorrente Threads, uma nova rede social de texto e brasileira preparava terreno para sair de sua versão beta. O “Kookie”, que já possui mais de 18,5 mil usuários cadastrados, é um sonho antigo do CEO Samuel Nuloer (21 anos) e seu sócio João Pedro (23). A ideia ganhou vida em acompanhada de oito membros que integram a equipe de forma colaborativa — desde o desenvolvimento até a moderação de conteúdo. Em conjunto, se apresentam como uma alternativa de uma plataforma microblogging: uma união de publicações em textos, vídeos, gifs e mais.

Embora seja uma rede lançada recentemente, o Kookie nasce quando Sam e João eram adolescentes e durante a repercussão do fim do Orkut, ainda em 2014: “Fiz testes com meu sócio, mas não conseguimos lançar devido a vários fatores.” explica Sam, como é conhecido pelos usuários da plataforma. Mais tarde, a equipe ganha seu desenvolvimento assinado por Lucas López e lançada em 13 de março de 2023.

O Kookie possui suas semelhanças com o Twitter, embora aposte em novas funções como seu diferencial em atualizações constantes. Com um layout rápido e aconchegante, os desenvolvedores trabalham debruçados em sugestões enviadas pela comunidade: é comum encontrar feedbacks e interações entre a equipe e seus usuários na timeline, o que aproxima a marca do seu público-alvo.

Layout do Kookie
Perfil da UpdateCharts no Kookie, rede social brasileira. – Foto: Reprodução/Kookie

Além de sua versão web, é possível encontrar a rede social na Play Store. Os usuários do IOS serão os próximos atendidos com um aplicativo próprio. Há quem possa interessar a curiosidade, o desenvolvimento de um serviço mobile costuma ter grandes diferenças entre os dois sistemas operacionais o que justifica, para um equipe menor, priorizar o lançamento de um após o outro. Mas por que um fantasminha na logo, se a rede social tem o nome de biscoito?

“Decidir o nome “Kookie” foi um desafio, mas acertamos em cheio. É um trocadilho com a palavra “Cookie” (biscoito em inglês) e também o nome do nosso adorável fantasminha [representado na logo do projeto]. (…) Além disso, para reforçar o trocadilho, usamos um ícone de biscoito como botão de curtir na plataforma, trazendo uma conexão divertida com o nome.”

Sam Nuloer em entrevista à UpdateCharts.

Lançado em fase beta, o Kookie implementou a versão final de sua plataforma ainda em 12 de julho. Entre suas novidades, a nova versão é “mais inteligente e incrivelmente rápida, proporcionando aos usuários a experiência mais veloz e estável possível” explica Sam, que complementa: “Introduzimos novas funcionalidades, incluindo reações a postagens [e] opção de fazer login em várias contas simultaneamente, facilitando a gestão e o acesso a diferentes perfis com comodidade. Com essas melhorias e funcionalidades adicionais, o novo Kookie proporciona uma experiência aprimorada, intuitiva e segura, tornando-se uma escolha ainda melhor para seus usuários.”

Para garantir a segurança dos usuários e maior personalização, Sam destaca o serviço de filtro pessoal de conteúdo em que cada usuário pode configurar como preferir. Desta forma, permite-se que “o usuário oculte automaticamente ou exiba mídias sensíveis de acordo com preferências. A proteção e a privacidade dos nossos usuários são prioridades máximas”. Além disso, o Kookie também conta com serviço de autenticação de dois fatores avançada que tem por objetivo adicionar uma camada extra de proteção.

O terreno (quase) perfeito

A ideia de desenvolvimento de uma rede social, que inicialmente tenha foco no Brasil, é uma oportunidade e tanto quando analisado o potencial deste mercado. De acordo com um relatório da Comscore, publicado no início de 2023, o Brasil é o terceiro maior consumidor de redes sociais em todo o mundo. As plataformas que conectam as pessoas em um ambiente digital supera áreas como entretenimento sob demanda (ou mais conhecido como streaming) e até mesmo serviços financeiros. O estudo também aponta que dedicamos, em média, 46 minutos do mês para publicar, comentar e compartilhar posts pela internet.

Entretanto, ser um serviço brasileiro dominado pelo mercado internacional ainda resta um desafio que precisamos considerar: é evidente que não há como comparar o impacto direto do lançamento do Kookie como, por exemplo, o Threads — que além de estar presente no guarda-chuva da Meta, ainda possui uma forte influência de Mark Zukenberg como garoto-propaganda. Mas este fato é somente um detalhe em que a rede nacional quer ultrapassar.

Para Sam, “Como uma plataforma totalmente brasileira, o Kookie proporciona uma experiência adaptada a cultura, língua e interesses específicos do público brasileiro. Isso significa que os usuários terão acesso a conteúdo localizado: notícias do país, eventos relevantes e discussões sobre temas de maior interesse.”

O desafio da desinformação e ódio na internet

Embora os pontos positivos, o Kookie possui mais um importante desafio à frente e alvo de regulamentação: o combate a desinformação. Em fevereiro de 2023, o Laboratório de Estudos de Internet e Mídias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (NetLab/UFRJ) detectou um pico de conteúdo antivacinista durante a campanha federal de vacinação, que está em queda desde 2015. Um relatório produzido pela entidade, e reportado pela Agência Brasil, afirma que foram identificados 320 mil tuítes, 20 mil postagens no Facebook e 6 mil publicações falsas no Instagram sobre vacinas.

Para Sam, o desenvolvimento de ferramentas que evitem a desinformação é uma questão importante para o Kookie e para a comunidade que acessa a plataforma: “Estamos desenvolvendo soluções para implementar recursos de verificação de fatos em publicações relevantes. Reconhecemos a importância de combater a disseminação de notícias falsas e estamos comprometidos em garantir a veracidade das informações compartilhadas na plataforma.”

Outro ponto importante em que Sam destaca é o combate ao discurso de ódio. Com o crescente uso de redes sociais para formalização de comunidades que vangloriam massacres e conteúdo de ódio, como o nazismo, a política de uso da rede é amplamente clara e contra ações de ódio, sendo restrita com medidas práticas. “A plataforma possui mecanismos de moderação e denúncia de conteúdo abusivo, incentivando os usuários a relatarem qualquer violação das diretrizes da comunidade. A equipe de moderação do Kookie trabalha ativamente para revisar e remover qualquer conteúdo ofensivo ou inadequado”, conta.

Até a publicação desta matéria, o Kookie é a maior rede social de microblogging em funcionamento no Brasil. Você pode seguir a UpdateCharts por lá clicando aqui e realizar o seu cadastro para testar suas funcionalidades.

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1 comments
  1. Sou usuária da rede social, a comunidade ama o Kookie e sempre protesta quando aparece algum usuário problemático, quase sempre sendo banido em pouco tempo.

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