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UpdateFM
today5 de novembro de 2026
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Em reencontro marcado pela elegância e entrega vocal, a estrela britânica mesclou a energia de seu novo trabalho ao calor nostálgico de seus maiores sucessos, sustentada por uma banda de elite
O hiato e a espera dos fãs brasileiros foram recompensados com sofisticação e uma das noites mais marcantes do calendário de shows na capital paulista. No Espaço Unimed, o público foi testemunha de uma verdadeira celebração à música negra britânica contemporânea. Jorja Smith entregou uma apresentação que transitou com maestria entre a vulnerabilidade intimista das baladas neo-soul e momentos de pura euforia dançante.
Promovendo o álbum What Are The Odds, projeto de independência criativa total em que a artista mergulha pelas sonoridades do UK garage, 2-step e afro house, Jorja provou que o amadurecimento de sua trajetória não eclipsou a essência de sua voz.
Entre o aconchego soul e a vibração da pista
Logo nos primeiros acordes, a atmosfera do Espaço Unimed transformou a grandiosidade da casa de shows em um ambiente acolhedor, onde cada nuance vocal ressoava com perfeição. A abertura impecável abriu caminho para uma sequência hipnotizante de sucessos.
A primeira metade do show revisitou os marcos que a consagraram globalmente: “Blue Lights”, “Teenage Fantasy”, “Addicted” e “Where Did I Go?” ganharam coro em uníssono da plateia paulistana, demonstrando o controle absoluto que a cantora possui de sua extensão vocal. A voz, potente e inconfundível, preencheu o espaço de forma natural, transitando com leveza entre o tom aveludado e as notas mais altas.
Quando o repertório abriu espaço para o frescor de What Are The Odds, a noite ganhou contornos de celebração coletiva. Faixas arrebatadoras como “What’s Done Is Done”, “Alive” e os hits “On My Mind” e “Be Honest” transformaram a casa em uma grande pista de dança. No bis, a cantora presenteou os fãs com interpretações despidas e acústicas de “Tomorrow” e “Feb 3rd”, cravando o momento mais intimista e emocionante da apresentação.

A força da banda: a espinha dorsal do espetáculo
Se a presença cênica e o alcance vocal de Jorja Smith são o coração do show, sua banda de apoio foi a verdadeira espinha dorsal que sustentou cada transição rítmica do espetáculo. A transição entre as baladas cadenciadas e as batidas síncopadas do novo álbum exigiu dos músicos uma precisão cirúrgica, evidenciando o entrosamento impecável de sua equipe de elite.
O guitarrista Thomas Fabian, parceiro criativo de longa data da sonoridade de Jorja, ditou os dedilhados pontuais e arranjos melódicos que deram um charme único às faixas mais introspectivas. A sustentação do groove ficou a cargo do baixista Mutale Chashi, cujas linhas de baixo encorpadas preencheram a acústica da casa e serviram de base para a afinação cristalina da cantora. Nos teclados e sintetizadores, Amané Suganami comandou as harmonias aveludadas, transicionando com naturalidade entre os pianos orgânicos do neo-soul e os timbres eletrônicos do UK garage e 2-step. Na bateria, JJ Wallace assumiu as baquetas trazendo um balanço rítmico dinâmico, orgânico e extremamente preciso, enquanto o percussionista Richie Sweet adicionou uma camada orgânica indispensável com suas congas e atabaques, enriquecendo o balanço latino e as texturas rítmicas ao vivo.
A entrega técnica e a cumplicidade entre Jorja Smith e seus músicos transformaram o concerto em São Paulo em um espetáculo completo, vibrante e sofisticado. Uma noite que reconfirmou a artista britânica como uma das vozes mais vitais, versáteis e autênticas de sua geração.

A bandeira dos fãs que foi direto para a mala
A conexão profunda entre Jorja e seu público brasileiro ficou eternizada logo após o encerramento da passagem por São Paulo. Demonstrando todo o carinho pela base de fãs brasileiros, a cantora fez questão de levar consigo uma bandeira personalizada confeccionada e entregue pelo fã-clube. O item exclusivo que trazia o rosto da artista estampado sobre os tons da bandeira do Brasil, a inscrição “Tears of Jorja Smith” e nomes de admiradoresacompanhou a britânica direto para o carro, simbolizando o carinho recíproco de uma noite que ficará marcada na memória dos fãs e da própria artista.
Escrito por Fabiana Santoro
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