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Do Violoncelo ao Heavy Metal: A Trajetória Única do Apocalyptica

today19 de outubro de 2026

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Aclamada banda finlandesa transformou clássicos do rock e do metal em arranjos eruditos potentes e redefiniu os limites do gênero.

E se as músicas do Metallica fossem executadas exclusivamente por violoncelos? Foi exatamente essa premissa inusitada que deu origem a uma das trajetórias mais singulares da história do rock moderno: o Apocalyptica.

Foto: Internet

Tudo começou em 1993, no palco do Teatro Heavy Metal Club, em Helsinque, na Finlândia. Quatro violoncelistas se reuniram para tocar covers de uma de suas bandas favoritas: o Metallica. O sucesso da empreitada abriu portas e, em 1996, a banda lançou seu álbum de estreia, Plays Metallica by Four Cellos, disco composto inteiramente por releituras da lendária banda norte-americana.

Dois anos depois, em 1998, veio o segundo trabalho de estúdio, Inquisition Symphony, que além de trazer novas versões do Metallica, o álbum expandiu os horizontes da banda ao incluir covers de ícones como Faith No More, Sepultura e Pantera.

Reconfigurações e a Transição para Composições Originais

A virada do milênio trouxe mudanças significativas na formação e na identidade musical da banda, pois em 1999, Antero Manninen deixou o projeto, dando lugar a Perttu Kivilaakso. No ano 2000, o Apocalyptica lançou Cult, trabalho que foi um divisor de águas ao mesclar, pela primeira vez, faixas autorais e covers.

Após a saída do integrante Max Lilja em 2002 para se juntar à banda finlandesa Hevein, o Apocalyptica consolidou-se temporariamente como um trio e foi nesse formato que lançaram, em 2003, o quarto álbum, Reflections, formado exclusivamente por composições originais, o disco apresentou uma sonoridade mais experimental e madura.

A evolução continuou em 2005 com o álbum autotitulado Apocalyptica, que marcou a entrada do baterista Mikko Sirén, que foi oficializado como membro definitivo em dezembro daquele ano. O trabalho contou com um time de convidados de peso, como Ville Valo (HIM), Lauri Ylönen (The Rasmus) e Dave Lombardo (Slayer), além de incluir a introdução da faixa “The Poison”, da banda britânica Bullet For My Valentine.

Grandes Colaborações e Reconhecimento Global

Foto: Yulli Martins Pimentel

A fórmula de alinhar violoncelos a baterias potentes e vocais marcantes seguiu com Worlds Collide (2007), o sexto álbum do grupo trouxe novamente Dave Lombardo na bateria de algumas faixas, acompanhado por nomes de peso como Cristina Scabbia (Lacuna Coil), Till Lindemann (Rammstein), Adam Gontier (Three Days Grace) e Corey Taylor (Slipknot).

Em agosto de 2010, chegou ao mercado o disco 7th Symphony, reunindo 12 faixas, sendo oito instrumentais e quatro cantadas, o primeiro single: End of Me, trouxe a voz de Gavin Rossdale (Bush), enquanto Dave Lombardo marcou sua quarta participação consecutiva nos discos da banda.

E retomando as origens instrumentais, o grupo lançou em janeiro de 2020 o álbum Cell-0, seu primeiro trabalho 100% instrumental desde Reflections.

Produção Recente e Passagem pelo Brasil

Foto: Yulli Martins Pimentel

Nos últimos anos, o Apocalyptica manteve uma agenda movimentada de lançamentos, projetos especiais e turnês globais:

  • Metal Classic, Classic Metal (EP) – Lançado em 2022;
  • Live in Helsinki St. John’s Church – Registro ao vivo lançado em 2023;
  • Plays Metallica, Vol. 2 – Lançado em 7 de junho de 2024, marcando o 10º álbum de estúdio e a sequência direta do clássico disco de estreia de 1996;
  • Cult (Reedição Especial) – Lançado em maio de 2026 em formato vinil duplo comemorativo;
  • Singles e parcerias: Destaque para “Talk to Me” (com Lzzy Hale), o single “Tango” (2026) e a faixa “Upperhand” (com Kalandra, integrada à trilha do jogo Control Resonant).

Para a alegria dos fãs, a banda confirmou que já está em estúdio trabalhando na composição de um novo disco de inéditas. Vale lembrar que o público brasileiro pôde conferir toda essa energia de perto em sua recente apresentação no Carioca Club, em São Paulo, no dia 16 de outubro.

Video: Yulli Martins Pimentel

Se você é fã de música clássica ou um apaixonado pela intensidade do heavy metal, o Apocalyptica é a ponte perfeita entre esses dois mundos.

Escrito por Bruna Matins


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