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Aclamada banda finlandesa transformou clássicos do rock e do metal em arranjos eruditos potentes e redefiniu os limites do gênero.
E se as músicas do Metallica fossem executadas exclusivamente por violoncelos? Foi exatamente essa premissa inusitada que deu origem a uma das trajetórias mais singulares da história do rock moderno: o Apocalyptica.

Tudo começou em 1993, no palco do Teatro Heavy Metal Club, em Helsinque, na Finlândia. Quatro violoncelistas se reuniram para tocar covers de uma de suas bandas favoritas: o Metallica. O sucesso da empreitada abriu portas e, em 1996, a banda lançou seu álbum de estreia, Plays Metallica by Four Cellos, disco composto inteiramente por releituras da lendária banda norte-americana.
Dois anos depois, em 1998, veio o segundo trabalho de estúdio, Inquisition Symphony, que além de trazer novas versões do Metallica, o álbum expandiu os horizontes da banda ao incluir covers de ícones como Faith No More, Sepultura e Pantera.
A virada do milênio trouxe mudanças significativas na formação e na identidade musical da banda, pois em 1999, Antero Manninen deixou o projeto, dando lugar a Perttu Kivilaakso. No ano 2000, o Apocalyptica lançou Cult, trabalho que foi um divisor de águas ao mesclar, pela primeira vez, faixas autorais e covers.
Após a saída do integrante Max Lilja em 2002 para se juntar à banda finlandesa Hevein, o Apocalyptica consolidou-se temporariamente como um trio e foi nesse formato que lançaram, em 2003, o quarto álbum, Reflections, formado exclusivamente por composições originais, o disco apresentou uma sonoridade mais experimental e madura.
A evolução continuou em 2005 com o álbum autotitulado Apocalyptica, que marcou a entrada do baterista Mikko Sirén, que foi oficializado como membro definitivo em dezembro daquele ano. O trabalho contou com um time de convidados de peso, como Ville Valo (HIM), Lauri Ylönen (The Rasmus) e Dave Lombardo (Slayer), além de incluir a introdução da faixa “The Poison”, da banda britânica Bullet For My Valentine.

A fórmula de alinhar violoncelos a baterias potentes e vocais marcantes seguiu com Worlds Collide (2007), o sexto álbum do grupo trouxe novamente Dave Lombardo na bateria de algumas faixas, acompanhado por nomes de peso como Cristina Scabbia (Lacuna Coil), Till Lindemann (Rammstein), Adam Gontier (Three Days Grace) e Corey Taylor (Slipknot).
Em agosto de 2010, chegou ao mercado o disco 7th Symphony, reunindo 12 faixas, sendo oito instrumentais e quatro cantadas, o primeiro single: End of Me, trouxe a voz de Gavin Rossdale (Bush), enquanto Dave Lombardo marcou sua quarta participação consecutiva nos discos da banda.
E retomando as origens instrumentais, o grupo lançou em janeiro de 2020 o álbum Cell-0, seu primeiro trabalho 100% instrumental desde Reflections.

Nos últimos anos, o Apocalyptica manteve uma agenda movimentada de lançamentos, projetos especiais e turnês globais:
Para a alegria dos fãs, a banda confirmou que já está em estúdio trabalhando na composição de um novo disco de inéditas. Vale lembrar que o público brasileiro pôde conferir toda essa energia de perto em sua recente apresentação no Carioca Club, em São Paulo, no dia 16 de outubro.
Se você é fã de música clássica ou um apaixonado pela intensidade do heavy metal, o Apocalyptica é a ponte perfeita entre esses dois mundos.
Escrito por Bruna Matins
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